Papel importante das Autoescolas
As Autoescolas desempenham papel fundamental na Educação para o Trânsito no Brasil, muitas vezes significando a única Educação específica para o Trânsito na vida do Indivíduo.
Apesar do que o Código de Trânsito Brasileiro preconiza em seu Capítulo VI, desde 1997, de que a Educação para o Trânsito deveria ser trabalhada nas Escolas Regulares, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, essa não é uma realidade em nosso país e quando há alguma tentativa na grande maioria das vezes não passa de uma campanha pontual. Geralmente relacionada às campanhas estabelecidas para a conscientização da população como o Maio Amarelo e a Semana Nacional de Trânsito.

Assim sendo, quando é necessário que o cidadão comprove seu conhecimento básico sobre trânsito, ele não o pode fazer pois não o recebeu da educação regular. E portanto, há necessidade de uma parceria para que seja ofertado aos candidatos a condutores que pensem em se tornar condutores habilitados, o mínimo de conhecimento sobre as Leis de Trânsito, técnicas para evitar ou minimizar possíveis sinistros, bem como noções de primeiros socorros, de preservação do Meio Ambiente, ou da cidadania, e ainda uma breve noção de funcionamento dos veículos.
E é nessa frente que atuam as Autoescolas, em cursos compactos, levam o mínimo de conhecimento a quem pretenda ser um condutor. Ou seja, a Educação para o Trânsito de forma ordenada, sequencial e sistêmica é ofertada hoje dentro das Autoescolas.
Importância da boa Formação dos Profissionais que ensinam os futuros motoristas
Para que a Educação para o Trânsito logre êxito em nosso país, há logicamente a necessidade de boa formação aos profissionais que desempenharão esse papel tão importante. A formação desses profissionais deve guardar um cuidado especial com a equipe a fornecer esse curso que deve ser multidisciplinar, com professores especializados a fim de proporcionar aos futuros instrutores ferramentas, didáticas e conteúdos essenciais a formação do condutor, ou ainda a atualização ou reciclagem de condutores infratores, e à prática de direção veicular, seja na primeira habilitação do candidato ou a alteração para uma nova categoria profissional.

Portanto, na atual realidade brasileira, ser contrário à Educação para o Trânsito ofertada nas Autoescolas, é ser contrário a um dos pilares tanto do tripé da Segurança Viária quanto um pilar da PNATRANS, ou seja, é um retrocesso, é ser contra um dos pilares que combate os óbitos, e que na verdade deveria ser cada vez mais enaltecido e fortalecido e não alvo de críticas ou de ameaças!
Autoescolas então, o fim?
Sim, em nosso país, as Autoescolas representam o fim… o fim da ignorância, sobre a Legislação de Trânsito, o fim do desconhecimento sobre noções básicas de Primeiros Socorros não só utilizados no Trânsito, mas também no dia a dia, o fim da desinformação geral sobre o trânsito!
E talvez por isso, muitos se sintam especialistas em trânsito, muito a vontade para discutir o tema, propondo o fim daquelas aulas que foram possivelmente a única educação para o trânsito que receberam! Especialistas observam estarrecidos essa ideia! Pois sabem exatamente o que acontece quando se retira um dos pilares da Segurança viária, chacina, disfarçada de “acidente”!